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Clube “Arte em Acção” da Escola do Caniço

Posted by Roberto Macedo Alves on Oct 15, 2008 in TV and Newspapers

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Não me lembro se já tinha dito que o pessoal da Escola do Caniço, sob a iniciativa da Professora Paula Lemos convidou-me a falar de BD na Escola do Caniço.

Aqui está o apontamento que saiu no Diário de Notícias de ontem:

DN-14-Outubro

Para ler a notícia completa basta clicar AQUI.

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Alma da Vela: Uma visita à exposição e uma pseudo-crítica com cheirinhos de John Ruskin e Tom Wolfe

Posted by Roberto Macedo Alves on Oct 11, 2008 in Rants

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Ontem visitei a exposição “ALMA DA VELA – PROJECTO PLÁSTICO DO ESPÍRITO OLÍMPICO“, da Patrícia de Herédia.

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A inauguração decorreu como costumam decorrer estas coisas: a presença das Personalidades Oficiais, os jornalistas fotográficos e sociais, a presença da TV, da rádio e dos petiscos, num espaço magnífico que deixava as obras respirar e permitia apreciar com a atenção merecida as obras desta excelente exposição. Estavam presentes excelentes figuras ilustres que eu admiro pelo seu trabalho em benefício da comunidade e da cultura e estavam também aquelas figuras estranhas, que parecem não estar a apreciar as obras, mas estão apenas para serem vistas numa exposição. Naturalmente havia também representantes do grupo dos pseudo-artistas cheios de si mesmos, incapazes de deixar de olhar para o seu próprio umbigo mesmo quando confrontados com obras que conseguem fazer-nos perceber por que razão Deus nos deu os olhos. Mas esses são um caso perdido e provavelmente nunca conseguirão sair da sua mediocridade. Não é assunto que me interesse destacar agora. Quero é falar da ALMA DA VELA.

Eu confesso (mea culpa, mea culpa!) que não conhecia o trabalho desta artista (apesar do seu vasto currículo) até ter ouvido algures na internet acerca do seu projecto de representar sobre tela toda aquela mística associada aos Veleiros e os velejadores, uma temática louvável (e refrescante!) de um desporto que nalguns lados talvez não seja tão falado como deveria.O que é uma pena.

Mas basta de ser moralista. Quando as pessoas pintam sobre o que gostam, o resultado é sempre impressionante. E podemos ver isso pelas palavras da artista (no seu blogue): “Desde muito cedo me senti desafiada por varíadissimos interesses num universo com tantas possibilidades. Foram sempre muitas as coisas que atraíram a minha atenção e a vontade de aprender… uma vida parece não chegar para tanta diversidade e opção.
Foi preciso, então, delinear um trilho de realizações e o mar sempre esteve no início da lista… talvez por ter nascido perto da praia por fazer parte de uma longa linhagem tão intimamente ligada ao mar.

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A inauguração foi ontem e estará disponível até finais de Novembro, para quem quiser visitar, na magnífica Sala Principal de Exposições da Universidade da Madeira, no Colégio dos Jesuítas – Praça do Município. E na minha opinião, é uma exposição que merece ser vista.
Por vezes, nestas coisas da arte contemporânea encontramos peças que nos fazem pensar, que nos enriquecem, outras que exploram um ponto de vista totalmente fresco e diferente. Outras revisitam e reinterpretam os clássicos, ou as suas próprias obras anteriores, como se na eterna regurgitação daquilo que já passou, sem acrescentar significado adicional criássemos a ilusão de movimento e avanço. O que nem sempre é verdade. Outras vezes, os trabalhos são CHATOS. E isso é um pecado cardinal na arte. Mas não é o caso e eu estou a divagar. Regressemos à exposição.
Normalmente, fico sempre com receio quando sei que as imagens apresentadas nas exposições representam o mar.
O mar para mim é algo muito especial, traz-me uma sensação única, revitalizante, inspiradora. Um daqueles momentos que eu referia num post anterior, com a resposta à pergunta When you die and get buried and get to be floating wherever you go, what is going to be your best memory from Earth?” é precisamente quando vou para a praia, nos fins das tardes de verão, ver o por-do-sol depois de dar um mergulho.

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E por isso, é que me irrita tanto ver más pinturas do mar. É por isso que tenho medo de pinturas do mar, tenho medo que a imagem da tela não possua a energia, a intensidade, que não consiga despertar em mim os poderosos sentimentos que o mar devia despoletar.
A maior parte das vezes, quando vejo o mar pintado, costumo ficar irritado, mal-disposto, até com náuseas (e não é devido a sensações de movimento). Mas capturar a essência do mar, poder transmitir a energia desta força da natureza é das coisas mais difíceis que já vi. E que pouca gente consegue capturar.
Só há duas pessoas cujo trabalho na paisagem marítima estará sempre acima de todos os outros: os dois Williams – William Barrett e William Turner. E até agora, permaneciam os dois lá no seu patamar no que se refere às reacções que me despertavam. Mas afinal, ainda há esperança. Ainda há mais pessoas que vibram, que conseguem apanhar a essência do mar com a vida que merece. Como é o caso da Patrícia de Herédia.
Estes artistas trabalharam a paisagem marítima com uma energia e paixão que raramente vemos neste tema. Eles ADORAVAM o mar. E nota-se nos trabalhos. Converteram a pintura do mar em algo verdadeiramente emocionante. Ainda hoje fico arrepiado quando me lembro da primeira vez que vi alguns dos trabalhos do Turner ao vivo, na Gulbenkian. Ainda hoje, tenho à minha frente no escritório uma reprodução de um dos quadros do Turner, com toda a a sua vitalidade inspiradora.
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Mas agora o caro leitor deverá estar a perguntar “mas afinal, ele GOSTOU da exposição OU NÃO?“. E a resposta é simples (e é algo que tive o privilégio de poder dizer à artista pessoalmente): nunca tinha ficado tão arrepiado (no bom sentido) com um quadro marítimo desde que vi os Turners na Gulbenkian. Expliquei isso à artista, Patrícia de Herédia, que me fascinou pela sua humildade e simpatia, pela acessibilidade e delicada e agradável conversa – é sempre bom quando conhecemos pessoas cuja beleza é proporcional ao talento.
Foi realmente um privilégio poder dizer-lhe o quanto gostei dos trabalhos. Uns mais do que outros naturalmente. Enquanto alguns apresentavam a Essência, a Alma do mar e da vela, outros prestavam homenagem aos atletas, aos símbolos vivos que dão valor e significado e vida a este desporto, àquelas figuras que acompanhamos e cujos triunfos seguimos emocionados (como o caso do nosso João Rodrigues, outro exemplo de simpatia e humildade – que devia servir de exemplo a muita gente). Pessoalmente, preferi os da essência. Passei longos minutos a analisar cada pormenor, a ver como o azul interagia com o verde e com o branco, como as pinceladas geravam ondas e espuma e profundidade cheias de vida, como a ideia do molhado, da frescura, da vitalidade do mar chegava até mim. Simplesmente magnífico e imperdível.
E não estou a dar graxa. É mesmo verdade. Alguns dos quadros desta exposição arrepiaram-me como raramente acontece, Foram provas daquilo que uma pessoa talentosa pode fazer quando está a trabalhar na temática (ou numa das temáticas) que gosta. Estas obras deixaram-me feliz e fascinado enquanto estava na sua presença. Que mais posso pedir daquilo que supostamente seriam apenas umas simples pinceladas sobre tela?

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Invitation: INTER/SECTIONS

Posted by Roberto Macedo Alves on Jul 27, 2008 in Art

Sometimes, is hard to create, arrange, organize something. Sometimes, is hard to help a friend. Sometimes, we have to deal with envious people. And sometimes, we have to deal with sick people. And sometimes, we even have to deal with mentally deranged people. But that’s not their fault.

Sometimes is difficult, sometimes is annoying, but in the end, is always FUN.

We managed to gather for a nice collective installation a group of talented young people, that devoted themselves to illustrate their favorite books. On t-shirts.

A nice, fresh, interesting view at the “summer reading suggestions” concept.

Here are some (small) samples of the work produced:

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I am really excited about this project, that actually was born out of a interesting conversation with some friends, about the “best sellers” of all bookstores full of “summer reading lists” that were composed (mostly) by chick-lit and self-help books.
Where is the good literature? I ask. Why choose “The Secret” or “The Secret of the Secret” over “The Island of Doctor Moreau” or Asimov’s “Foundation saga?
I have no idea.
And that’s what inspired us to do this interesting installation on the Mouraria – Galeria de Arte. That opens this thursday July 29th.

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Church of São Vicente: Totally distracted on a serious ceremony

Posted by Roberto Macedo Alves on Jul 12, 2008 in Art

I am still recovering from the dental surgery. I am still on a diet of Gazpacho and ice cream. And I realize how we crave the stuff we can’t have right now (like solid food!). SOLID FOOD!

At least this non-solid stuff diet is probably doing some inner cleansing. My insides fizzle like Clark Kent’s blood near Kryptonite. But probably the mixture of analgesics, antibiotics, anti-inflamatories and antiseptics are probably mixing all inside. And reacting… gaseously.

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Following on the drawing of the Risen Christ I posted yesterday, here are some photos, of the recently restored Chapel of São Vicente.

Since the first time I went there (several years ago), I noticed the unbelievable wealth of artwork (ceilings, paintings, trompe l’oeil, sculptures) in a poor state of repair and just hidden beneath tons of dirt and muck after years of disrepair. There were dead bugs on the corners, cockroaches as huge as my cell phone and some of the paintings were so dark and muddy that it was impossible to understand what was painted there.

The current priest responsible for this parish, started a “restoration campaign“, and finally, that small chapel was a deign place for the celebration of religious activities.

I was there, for the opening of the chapel after the restoration, finally able to enjoy all the artwork that was there, unappreciated. As the church was full of people, the priest opened the place for the choir (in the superior level of the chapel, opposite to the altar) – for people to go upstairs and sit.

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Obviously, I went upstairs, because it was a wonderful opportunity to enjoy the wonderful artwork. And I was so delighted that I just had to take a small snapshot of the moment, with the chapel full of people, and the view from the top of the church, at eye-level with the wonderful paintings, that were again as vibrant and beautiful as they have been centuries ago (I think).

Even in the muddy photo taken with my lousy mobile phone camera (yes, I know, not even tourists take photos during mass, but it was so electrifying, I just wanted to immortalize the moment, capturing the vibrant energy of the place and the artwork).

On the left side, we can see 4 huge paintings with the life of Christ: the first one, with the Annunciation, with a very intense luminosity and an angel that works as the light source of the whole composition. The Second one (that can be seen on the top photo) is young Jesus in the temple, among the priests, such a luminous, detailed and fresh representation. The purity of the colors of young Jesus almost glow! The third one is Jesus with children (“let the children come to me“) – and finally, the last supper (than can be seen on the same photo). On the other wall, there are scenes from the life of St. Vincent, and St. Elizabeth Queen of Portugal.

It felt nice to see such a full church, and such a nice ceremony . Padre Humberto Mendonça (the current Priest of this parish) really made an outstanding job with this chapel, not only gathering funds from Church and State – but forcing everyone to work on time, finishing the restoration of such an important jewel of sacred art on schedule.

I think I just got absolutely distracted with artwork, that I was finally able to look closer and study - after years of just wondering what was painted there. It was a fantastic experience. And really a wonderful space, that I would recommend everyone to visit.

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