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“Don’t pay any attention to what they write about you. Just measure it in inches” (Warhol)

Posted by Roberto Macedo Alves on Aug 24, 2009 in Art, Comics, TV and Newspapers

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O título deste post é uma citação do Andy Warhol, colocada a modo de piada, claro. Aqui segue uma série de notícias de imprensa, depois de uma ausência prolongada:

Diário de Notícias, 6 de Agosto: Inauguração da Exposição dos trabalhos criados no 24 HOUR COMIC DAY 2008:

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Jornal da Madeira, 6 de Agosto: Inauguração da Exposição dos trabalhos criados no 24 HOUR COMIC DAY 2008:

JM-7-de-Agosto

Diário de Notícias, 24 de Agosto: sobre a participação no MOTELx, com a BD “non mortuos”:

DN-24-Agosto

E o texto da notícia (extraído de http://www.dnoticias.pt):

Autor madeirense de BD integra projecto em Lisboa

Roberto Macedo Alves participa em publicação que será exibida no Festival ‘MOTELx’
Data: 24-08-2009

Durante o MOTELx – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, que irá decorrer a partir de 2 Setembro em Lisboa, será feita a apresentação de um projecto de banda desenhada (BD), intitulado ‘Zona Negra’, no dia 4, pelas 19 horas, cuja edição será composta por histórias de vários autores, um dos quais, o madeirense Roberto Macedo Alves, conhecido autor de BD e responsável pela livraria Sétima Dimensão.

“A história com que participo na ‘Zona Negra’, intitulada ‘Non Mortuos’, tem dez páginas”, começou por explicar. “A partir de alguns factos históricos do Renascimento, a história cria um conjunto de circunstâncias que definem a história da ‘criação’ – os primeiros mortos-vivos – ou ‘não mortuos’, como os designei em latim, como consequência da devassidão moral dos tempos do Renascimento – nos tempos do Papa Inocêncio VIII e Alexandre VI [Rodrigo Borgia], incluindo participações de Machiavelli e Savonarola, tentando alinhavar factos históricos com ficção e ridicularizando um pouco as noções do ‘ocultismo’ e do ‘sobrenatural’, interligando-se com outros universos ficcionais [como o 'Pêndulo de Foucault', de Umberto Eco] e referências a obras como os ‘Diários’ de Johannes Burchard, o mestre de cerimónias de Borgia”.

“Por ter ficado tão entusiasmado com as potencialidades deste enquadramento histórico para uma BD de terror, achei que dez páginas seriam pouco para desenvolver as ideias que tinha em pormenor, de modo que a história apresentada neste projecto do MOTELx servirá como introdução para um ‘webcomic’ – que me parece ser uma das novas tendências da BD que veio para ficar – que irei inaugurar no dia do lançamento do ‘Zona Negra’”. O título do ‘webcomic’ será ‘Anima Eterna’ e poderá ser visto através da ligação http://animaeterna.net.

Um parêntesis para referir que esta publicação, ‘Zona Negra’, é a segunda de uma série de trabalhos: o primeiro foi o ‘Zona Zero’, lançado no festival de BD de Beja de 2009. “Esta série de publicações temáticas tentam abranger trabalhos de autores nacionais na área da BD, ilustração, etc. O primeiro número, ‘Zona Zero’, juntamente com o ‘Zona Negra’, serão apresentados ao público madeirense na altura do lançamento no Festival MOTELx numa festa organizada pela Livraria Sétima Dimensão”, revela Roberto Macedo Alves.

“O ‘site’ do MOTELx é http://www.motelx.org/08/, mas ainda não tem o calendário actualizado. Na data da apresentação do livro, serão divulgadas imagens dos trabalhos e os autores falarão sobre as obras criadas. Aqueles que não podem estar presentes irão preparar um pequeno vídeo a falar do trabalho, que será visualizado na altura do lançamento da ‘Zona Negra’”, conclui.

João Filipe Pestana

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Convite | Sneakers Delight + Mouraria | Project Room

Posted by Roberto Macedo Alves on Oct 27, 2008 in Art

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Estive durante uns tempos ausente do Blogue por estar a trabalhar numa série de projectos que agora devem começar a suceder-se em catadupa.

O primeiro deles, foi uma Banda Desenhada para o SNEAKERS DELIGHT PROJECT – para o incrivelmente agradável espaço Sneakers Delight, que passou a ser muito especial para mim, por ter-me feito redescobrir o quanto eu gostava de calçar Converse All-Stars quando era (mais) jovem.

Desta forma, fica aqui o convite (para quem desejar estar presente na inauguração e visitar o espaço)

A partir das 18h30, estará o grupo de talentosos artistas que criaram obras relacionadas com o tema “Sapatilhas com Design” – e há propostas variadas: desde a fotografia até o desenho, passando pela escultura e (naturalmente) pela Banda Desenhada.

É sempre agradável ver os espaços privados abrirem-se a estas iniciativas culturais (como já referi anteriormente aqui e aqui) por isso, todos os que quiserem estar presentes neste evento (por um lado, para demonstrar que estas actividades tem interesse e por outro, para poder apreciar magníficas peças de arte contemporânea) podem ir hoje (dia 27 de Outubro) pelas 18h30 à Rua da Alfândega, visitar a loja Sneakers Delight para fazer parte deste SNEAKERS DELIGHT PROJECT!

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Alma da Vela: Uma visita à exposição e uma pseudo-crítica com cheirinhos de John Ruskin e Tom Wolfe

Posted by Roberto Macedo Alves on Oct 11, 2008 in Rants

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Ontem visitei a exposição “ALMA DA VELA – PROJECTO PLÁSTICO DO ESPÍRITO OLÍMPICO“, da Patrícia de Herédia.

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A inauguração decorreu como costumam decorrer estas coisas: a presença das Personalidades Oficiais, os jornalistas fotográficos e sociais, a presença da TV, da rádio e dos petiscos, num espaço magnífico que deixava as obras respirar e permitia apreciar com a atenção merecida as obras desta excelente exposição. Estavam presentes excelentes figuras ilustres que eu admiro pelo seu trabalho em benefício da comunidade e da cultura e estavam também aquelas figuras estranhas, que parecem não estar a apreciar as obras, mas estão apenas para serem vistas numa exposição. Naturalmente havia também representantes do grupo dos pseudo-artistas cheios de si mesmos, incapazes de deixar de olhar para o seu próprio umbigo mesmo quando confrontados com obras que conseguem fazer-nos perceber por que razão Deus nos deu os olhos. Mas esses são um caso perdido e provavelmente nunca conseguirão sair da sua mediocridade. Não é assunto que me interesse destacar agora. Quero é falar da ALMA DA VELA.

Eu confesso (mea culpa, mea culpa!) que não conhecia o trabalho desta artista (apesar do seu vasto currículo) até ter ouvido algures na internet acerca do seu projecto de representar sobre tela toda aquela mística associada aos Veleiros e os velejadores, uma temática louvável (e refrescante!) de um desporto que nalguns lados talvez não seja tão falado como deveria.O que é uma pena.

Mas basta de ser moralista. Quando as pessoas pintam sobre o que gostam, o resultado é sempre impressionante. E podemos ver isso pelas palavras da artista (no seu blogue): “Desde muito cedo me senti desafiada por varíadissimos interesses num universo com tantas possibilidades. Foram sempre muitas as coisas que atraíram a minha atenção e a vontade de aprender… uma vida parece não chegar para tanta diversidade e opção.
Foi preciso, então, delinear um trilho de realizações e o mar sempre esteve no início da lista… talvez por ter nascido perto da praia por fazer parte de uma longa linhagem tão intimamente ligada ao mar.

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A inauguração foi ontem e estará disponível até finais de Novembro, para quem quiser visitar, na magnífica Sala Principal de Exposições da Universidade da Madeira, no Colégio dos Jesuítas – Praça do Município. E na minha opinião, é uma exposição que merece ser vista.
Por vezes, nestas coisas da arte contemporânea encontramos peças que nos fazem pensar, que nos enriquecem, outras que exploram um ponto de vista totalmente fresco e diferente. Outras revisitam e reinterpretam os clássicos, ou as suas próprias obras anteriores, como se na eterna regurgitação daquilo que já passou, sem acrescentar significado adicional criássemos a ilusão de movimento e avanço. O que nem sempre é verdade. Outras vezes, os trabalhos são CHATOS. E isso é um pecado cardinal na arte. Mas não é o caso e eu estou a divagar. Regressemos à exposição.
Normalmente, fico sempre com receio quando sei que as imagens apresentadas nas exposições representam o mar.
O mar para mim é algo muito especial, traz-me uma sensação única, revitalizante, inspiradora. Um daqueles momentos que eu referia num post anterior, com a resposta à pergunta When you die and get buried and get to be floating wherever you go, what is going to be your best memory from Earth?” é precisamente quando vou para a praia, nos fins das tardes de verão, ver o por-do-sol depois de dar um mergulho.

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E por isso, é que me irrita tanto ver más pinturas do mar. É por isso que tenho medo de pinturas do mar, tenho medo que a imagem da tela não possua a energia, a intensidade, que não consiga despertar em mim os poderosos sentimentos que o mar devia despoletar.
A maior parte das vezes, quando vejo o mar pintado, costumo ficar irritado, mal-disposto, até com náuseas (e não é devido a sensações de movimento). Mas capturar a essência do mar, poder transmitir a energia desta força da natureza é das coisas mais difíceis que já vi. E que pouca gente consegue capturar.
Só há duas pessoas cujo trabalho na paisagem marítima estará sempre acima de todos os outros: os dois Williams – William Barrett e William Turner. E até agora, permaneciam os dois lá no seu patamar no que se refere às reacções que me despertavam. Mas afinal, ainda há esperança. Ainda há mais pessoas que vibram, que conseguem apanhar a essência do mar com a vida que merece. Como é o caso da Patrícia de Herédia.
Estes artistas trabalharam a paisagem marítima com uma energia e paixão que raramente vemos neste tema. Eles ADORAVAM o mar. E nota-se nos trabalhos. Converteram a pintura do mar em algo verdadeiramente emocionante. Ainda hoje fico arrepiado quando me lembro da primeira vez que vi alguns dos trabalhos do Turner ao vivo, na Gulbenkian. Ainda hoje, tenho à minha frente no escritório uma reprodução de um dos quadros do Turner, com toda a a sua vitalidade inspiradora.
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Mas agora o caro leitor deverá estar a perguntar “mas afinal, ele GOSTOU da exposição OU NÃO?“. E a resposta é simples (e é algo que tive o privilégio de poder dizer à artista pessoalmente): nunca tinha ficado tão arrepiado (no bom sentido) com um quadro marítimo desde que vi os Turners na Gulbenkian. Expliquei isso à artista, Patrícia de Herédia, que me fascinou pela sua humildade e simpatia, pela acessibilidade e delicada e agradável conversa – é sempre bom quando conhecemos pessoas cuja beleza é proporcional ao talento.
Foi realmente um privilégio poder dizer-lhe o quanto gostei dos trabalhos. Uns mais do que outros naturalmente. Enquanto alguns apresentavam a Essência, a Alma do mar e da vela, outros prestavam homenagem aos atletas, aos símbolos vivos que dão valor e significado e vida a este desporto, àquelas figuras que acompanhamos e cujos triunfos seguimos emocionados (como o caso do nosso João Rodrigues, outro exemplo de simpatia e humildade – que devia servir de exemplo a muita gente). Pessoalmente, preferi os da essência. Passei longos minutos a analisar cada pormenor, a ver como o azul interagia com o verde e com o branco, como as pinceladas geravam ondas e espuma e profundidade cheias de vida, como a ideia do molhado, da frescura, da vitalidade do mar chegava até mim. Simplesmente magnífico e imperdível.
E não estou a dar graxa. É mesmo verdade. Alguns dos quadros desta exposição arrepiaram-me como raramente acontece, Foram provas daquilo que uma pessoa talentosa pode fazer quando está a trabalhar na temática (ou numa das temáticas) que gosta. Estas obras deixaram-me feliz e fascinado enquanto estava na sua presença. Que mais posso pedir daquilo que supostamente seriam apenas umas simples pinceladas sobre tela?

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EXPOSIÇÃO: “ALMA DA VELA – PROJECTO PLÁSTICO DO ESPIRITO OLÍMPICO” – PATRÍCIA HERÉDIA

Posted by Roberto Macedo Alves on Oct 8, 2008 in Art

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Patricía Herédia traduz a Alma da Vela em pintura

Artísta Plástica traz ao Funchal a exposição Alma da Vela – Projecto Plástico do Espiríto Olímpico. Em exibição a partir de hoje e até 31 de Outubro na Reitoria da Universidade da Madeira, no Colégio dos Jesuítas. Os desportos náuticos são uma paixão, a pintura a forma de expressar sentimentos. Duas características que marcam a vida de Patrícia Herédia, pintora natural de Lisboa, descendente de uma família tradicionalmente ligada ao mar, que nutre desde há muito uma paixão sem limites pelos desportos náuticos. O amor pelo mar levou a pintora a mergulhar de corpo e alma num desafio. Patrícia propôs ao Comité Olímpico Português e à Federação Portuguesa de Vela retratar, através da pintura, os velejadores portugueses que vão marcar presença nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Espírito olímpico na tela. A ideia surgiu por “influência” do Mundial de Vela que se realizou o ano passado em Cascais. As milhares de fotografias que Patrícia tem sobre este evento foram o primeiro passo para conceber o trabalho. O contacto com os atletas foi, no entanto, determinante e fundamental para que a pintora avançasse com o projecto. Nas telas, além de mostrar os velejadores, procura transmitir a mística dos veleiros que dão corpo às diferentes classes da vela.

A primeira apresentação da exposição decorreu numa mostra conjunta com a Federação Portuguesa de Vela, no Museu da Marinha, em Belém. A inauguração aconteceu a 22 de Julho, sendo que a exposição esteve patente até ao final dos Jogos Olímpicos.

Com o conjunto de trabalhos aqui apresentados, Patrícia pretende não só mostrar as suas obras, mas também enaltecer o trabalho e contribuir para um maior reconhecimento e projecção dos velejadores. A pintora acredita que outra forma de atrair mais jovens para a modalidade passa por tornar o desporto mais acessível aos que demonstram interesse em praticar vela. Na opinião de Patrícia Herédia, Portugal possui uma orla costeira fantástica e por isso precisamos de artistas.

Com mais esta exposição de uma figura de relevo da pintura nacional celebram-se os 500 Anos da Cidade do Funchal. Para ver até 31 de Outubro na Reitoria da Universidade da Madeira.

(fonte: Funchal 500 Anos)

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Media Clipping: Revista Saber

Posted by Roberto Macedo Alves on Sep 30, 2008 in TV and Newspapers

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Finalmente chegou o meu novo Scanner!

ALELUIA!

Assim, já posso começar a actualizar a secção dos recortes de imprensa. Desta vez com umas fotografias que foram publicadas na Revista Saber na altura da inauguração da Instalação INTER/SECTIONS:

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Na fotografia de cima temos (da esquerda para a direita) a excelente Liliana Melim, Valdemar Sousa, João Barradas, Joana Freitas, uma visitante cujo nome não me lembro mais sei que era prima do joão. E eu.
Na fotografia de baixo, da esquerda, Ricardo Ferreira, mui Excelentíssimo Galerista da Mouraria e a Guga, sua esposa, sempre fashion!
Na fotografia de baixo da esquerda, mais um grupo de conspiradores: Liliana Melim, eu, Bruce da Silva e a magnífica Rafaela Botta!
Na fotografia do canto direito, um dos primeiros visitantes da instalação, Emanuel Coelho (agora ausente no continente a estudar) e uma amiga.
Isto assim de repente, faz lembrar a secção de música pedida do Posto Emissor do Funchal, com os parentes ausentes na Venezuela. Este blogue não costuma ter um tom tão jovial.
Deve ter sido algo que comi.
Mas não faz mal.

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ON Fusion Art by Porto Bay

Posted by Roberto Macedo Alves on Sep 28, 2008 in Rants

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onbyportobay_2008_bannerNow that the ON Fusion Art by Porto Bay event has finished, I decided to write a little bit about this. I had some time to rest, and think about the importance of what we’ve lived during those days.

For those who don’t know what I am talking about, the ON Fusion Art was an initiative that the Porto Bay group brings to the Zona Velha do Funchal (Old Part of Funchal) during September 12, 13, 14. During those days painting, sculpture, graphic arts, street animation, theatre, music, intervention in old houses and other artistic manifestations get together LIVE in the historical center of the city, near the Porto Santa Maria Hotel.

National and Regional Artists bring their volunteer work to the stage of the ON event, that ends with an auction-dinner-party. The profit from the auction go to two Social Solidarity Institutions: the Association of Cerebral Palsy of Madeira and the Center of São Tiago.

I was fortunate enough to be invited to participate with my humble comic work. And it was an amazing experience, that I just wanted to share with the half-dozen readers this blog has.

In a previous post from this blog (from july 13) I was talking about culture, and about how it was our moral obligation, not only from the Government but also from the Private Corporations to provide opportunities for cultural events:2864121378_f122058046_o

“And how do we grow and take care of our spirit? Not just by learning how to read or write, but learning arts, music, dance, gymnastics, poetry, history. And that education is essential, it provides a framework for beahviour (thinking about a broad definition) in a civilized society – but it is much more than that.

When we grow, we suffer a transformation, in the case of culture, we get more knowledge, learn to appreciate things differently, it increases our choices – and, consequently, our freedom -.

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(…)

But again, back to the growth given by culture (that is hard to explain and quantify) – those first experiments, those first liberating contacts with a new art form, or a new artwork, should be something that must be available to everyone. Access to culture is not just trying to make more people to go to Museums or going to good movies or plays. It shouldn’t be just that. I can’t just take an “uncultured” person to a museum and hope he enjoys what he is seeing. We must be able to give them the means to have an intense experience of increasing their horizons and perspectives, by knowing how to enjoy a piece of art.

We cannot have a cultural policy only destined to “cultured” people, forgetting everyone else. We should think about the masses, those who would have much to learn and grow from these cultural activities”. Not just give books to many people, or make them cheaper or whatever (we have things like Project Gutenberg, with e-books for FREE) – we should strive to make possible that many people can understand WHY they could enjoy a book or a play or a movie or an opera. Like Don Giovanni.

(…)

It should be our moral obligation – not only from the government, but from the private corporations and individual citizens too, to give those learning opportunities. This gives added value to our society, give us more freedom. Culture may open the door to imaginary worlds that enrich our lives. We should not consider ourselves “cultured” because we know lots of facts or plays or musics or operas or books or paintings, but because we should have the power to transform.

We should have the power to bring art pieces and plays and music to more people, to help them how to understand and grow with them. Making sure that new talents are encouraged (in any art form, including the comics medium) to express themselves with passion.

Passion. Passion about something we do to express ourselves.

In a world that is plagued by consumerism, easy fame, banality, futility, to create something out of love of what we do is priceless. And we should help everyone to do that.

To create. To enjoy.

And to grow.”

It was precisely that what the Porto Bay people did with this event. By bringing artists to paint “live” in the streets during those days, they were able to bring culture to the masses, those who are not really used to go to museums and such. There were concerts, painting, sculpture. People got to see the creation of several works of art done “in real time” – an unique experience for most of them. To the artists (and I talk about me, at least), it certainly brought an additional stressful component (because we are painting without a “safety net” and in front of a set of people. And that made this experiencie a little bit scary, but certainly very fun and rewarding!). It was something unforgettable that I would repeat again, whenever necessary.2864117028_dabf473b57_o

It was the ideal setting to demystify the arts and show “regular people” that artistic creation my be exciting, may be effective, may be impressive. It was exactly what I was talking about bringing the arts to the people. The community ended up getting richer from this event.

But there was more.

All the artwork created (tiles, sculptures, paintings, watercolors) were auctioned to the benefit of some charitable organizations, so, there was a material profit, to add to the cultural enrichment experience. It almost seems like a win-win situation.

Some of the most cynical readers can say “yeah, right – it was done taking advantage of the artists!” but this is not true. We were treated like part of a family, like royalty! The organizers of the event were so nice, polite, helpful that I felt all the time I should be thanking them for being a part of this (which I did, repeatedly!).

Being a part of this really made me proud – and I wish the success of the event (I consider it was pretty successful, both in execution and critically) signals future similar events by the Porto Bay group.

This event can show everyone how a Private Corporation can take care of its moral obligation to the cultural development, and organize an event that is cool (so, it was a guarantee of LOTS of young people around), that was socially responsible (helping organizations dedicated to noble causes), and was for the people (and not just the cultural elite). They thanked my for the participation, but definitely, I am the one who should be thanking them. For organizing a cultural event as amazing as I always imagined in theory, good cultural events were supposed to be.

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onbyportobay_2008_bannerAgora que o ON Fusion Art by Porto Bay acabou, decidi escrever um pouco sobre este acontecimento. Já tive algum tempo para descansar, e para pensar na importância daquilo que tivemos a oportunidade de viver durante esses dias de Setembro.

Para aqueles que não sabem de que estou a falar, o ON Fusion Art é a iniciativa que o grupo Porto Bay levou à Zona Velha da cidade do Funchal nos dias 12, 13 e 14 de Setembro. Pintura, escultura, artes gráficas, animação de rua, teatro, música, intervenção em casas antigas, e outras manifestações artísticas juntaram-se ao vivo e a cores durante estes dias no centro histórico da cidade e junto ao Hotel Porto Santa Maria.

Artistas nacionais e regionais levam o seu trabalho voluntário ao palco do ON, que acabará com um jantar-leilão, cujas receitas revertem a favor de duas instituições de solidariedade social da Região: Associação de Paralisia Cerebral da Madeira e Centro de Acolhimento de São Tiago.

Eu fui afortunado o suficiente para ser convidado para participar com o meu humilde trabalho em ilustração de BD com Aguarela. E foi uma experiência incrível, que gostava de partilhar em mais detalhe com a meia-dúzia de leitores que este blogue tem.

Num texto anterior (de 13 de Julho) eu falava sobre cultura, e o facto de divulgá-la ser a nossa obrigação moral, não só por parte das Entidades Governamentais, mas também obrigação dos Grupos Privados fornecer oportunidades para eventos culturais:2864121378_f122058046_o

“E como crescemos e tomamos conta do nosso espírito? Não apenas aprendendo como ler ou escrever, mas descobrindo mais sobre arte, música, dança, ginástica, poesia, história. E esta educação é essencial, fornece um enquadramento para o nosso comportamento (se considerarmos uma definição mais abrangente) numa sociedade civilizada – mas é muito mais do que isso.

Quando crescemos, sofremos uma transformação. No caso da cultura, obtemos mais conhecimento. Aprender a apreciar as coisas de forma diferente, aumenta as nossas escolhas – e, por conseguinte, a nossa liberdade -.

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(…)

No entanto, voltemos ao crescimento que a cultura nos traz (que é difícil de explicar e quantificar) – estes primeiros experimentos, estes primeiros contactos libertadores com uma nova forma de arte, ou uma nova peça de arte, deve ser algo que deveria estar disponível para toda a gente. O acesso à cultura não consiste apenas em fazer que mais pessoas vão aos Museus ou a bons filmes ou a peças de teatro. Não deve ser apenas isso. Eu não posso levar uma pessoa “inculta” a um museu e esperar que consiga desfrutar aquilo que está a ver. Devemos ser capazes de dar-lhes os meios para ter uma experiência intensa de expandir os seus horizontes e perspectivas, aprendendo a apreciar uma obra de arte.

Não podemos ter uma política cultural apenas destinada a “pessoas cultas“, esquecendo-nos de todos os outros. Devemos pensar nas massas, naqueles que teriam muito que aprender e crescer através destas “actividades culturais. Não apenas dar livros a muita gente, ou torná-los apenas mais baratos ou assim (já existem coisas como o Project Gutenberg, com e-books GRÁTIS) – deviamos lutar para que fosse possível que muitas pessoas pudessem perceber PORQUÊ poderiam desfrutar de um livro ou uma peça ou um filme ou uma opera. Como o Don Giovanni.

(…)

Deve ser a nossa obrigação moral – não apenas do Governo, mas das entidades e grupos privados e cidadãos individuais também, de PROVIDENCIAR essas oportunidades de aprendizagem. Isto dá valor acrescentado a nossa sociedade, dá-nos mais liberdade. A Cultura pode abrir a porta a mundos imaginários que enriquece as nossas vidas. Não podemos considerar-nos “cultos” só porque conhecemos montes de factos ou peças ou músicas ou óperas ou livros ou pinturas, devia ser porque temos o poder de transformar.

Nós deviamos ter o poder de trazer as obras de arte as as peças de teatro e as músicas a mais pessoas, para ajudá-las a perceber e crescer com estas. Ter a certeza que novos talentos são encorajados (em qualquer forma de arte, incluindo Banda Desenhada) para que se possam expressar com paixão.

Paixão. Paixão acerca de algo que fazemos para expressar-nos.

Num mundo que está acossado pelo consumismo, a fama fácil, a banalidade, a futilidade, o facto de poder criar algo apenas por amor àquilo que fazemos não tem preço. E deviamos ser capazes de ajudar toda a gente a fazer isso.

Criar. Desfrutar.

E CRESCER.”

E foi precisamente isto que o pessoal do Grupo Porto Bay fez com este evento. Ao trazer artistas para pintar/representar/desenvolver/criar “ao vivo” nas ruas durante estes dias, conseguiram trazer a cultura para as massas, para aqueles que não visitam normalmente museus e actividades semelhantes. Tivemos concertos, pintura, escultura. As pessoas puderam ver a criação de várias obras de arte feitas “em tempo real” – uma experiência única para a maior parte dos visitantes do evento. Para os artistas (e falo por mim, pelo menos), trouxe certamente um componente adicional de “stress” (pois estamos a pintar “sem rede” e frente a um conjunto de pessoas, o que tornou a experiência talvez um pouco mais assustadora, mas certamente, muito divertida e enriquecedora!). Foi algo inesquecível que eu repetiria novamente, sempre que fosse necessário.2864117028_dabf473b57_o

Foi o ambiente ideal para desmistificar as artes e mostrar ao “povo normal” que o acto da criação artística pode ser algo excitante, pode ser algo efectivo, pode ser algo impressionante. Era exactamente isso ao que me referia quando falava em aproximar as artes ao povo. A comunidade acabou por ficar enriquecida devido aos frutos deste evento.

Mas tivemos muitos mais frutos.

Todas as obras de arte criadas (azulejos, esculturas, pinturas, aguarelas) foram leiloadas para o benefício de algumas instituições, por isso, houve também um lucro material, a adicionar ao enriquecimento cultural. Quase parece uma situação onde todos ganham.

Alguns dos leitores mais cínicos poderão dizer “sim, caro – mas foi feito aproveitando-se dos artistas!” mas não seria verdade. Nós fomos tratados como parte de uma família, quase como parte da Família Real! Os organizadores do evento, os voluntários, todos os envolvidos foram tão agradáveis, educados, prestáveis, a um nível tal que eu sentia a vontade de agradecer-lhes constantemente o facto de fazer parte de tal evento (coisa que eu fiz de facto, repetidamente!).

Fazer parte disto, realmente deixou-me orgulhoso – e eu desejo que o sucesso deste evento (que eu penso que foi bastante bem sucedido, em termos de execução e crítica) assinale futuros eventos semelhantes deste grupo de amigos.

Este evento serviu para demonstrar a toda a gente como uma Empresa Privada pode concretizar a sua obrigação moral com o desenvolvimento cultural, e organizar um evento que foi “cool” (por isso, garantiu que MONTES de jovens estivessem presentes), que foi socialmente responsável (ajudando organizações dedicadas a causas nobres), e foi para o povo (e não apenas para as elites culturais). Eles agradeceram-me pela minha participação, mas definitivamente, sou eu quem devia agradecer-lhes. Por organizar um evento cultural tão maravilhoso como eu imaginei na teoria que eventos culturais independentes deveriam ser.

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Urban Symphony

Posted by Roberto Macedo Alves on Sep 25, 2008 in Uncategorized

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Laida Rodrigues is a young talented artist, that will do her first Project Room in the Mouraria, Galeria de Arte.

Everyone is invited to visit this big event! Totally unmissable!

CONVITE - LAIDA RODRIGUES - Sinfonia Urbana

Come with us support a young talented artist!


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Laida Rodrigues é uma jovem talentosa que irá fazer o seu primeiro Project Room na Mouraria, Galeria de Arte.

Todos estão convidados a estar presentes na inauguração deste Project Room! Evento totalmente imperdível!

CONVITE - LAIDA RODRIGUES - Sinfonia Urbana

Vinde connosco apoiar uma jovem e talentosa artista!

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Invitation: INTER/SECTIONS

Posted by Roberto Macedo Alves on Jul 27, 2008 in Art

Sometimes, is hard to create, arrange, organize something. Sometimes, is hard to help a friend. Sometimes, we have to deal with envious people. And sometimes, we have to deal with sick people. And sometimes, we even have to deal with mentally deranged people. But that’s not their fault.

Sometimes is difficult, sometimes is annoying, but in the end, is always FUN.

We managed to gather for a nice collective installation a group of talented young people, that devoted themselves to illustrate their favorite books. On t-shirts.

A nice, fresh, interesting view at the “summer reading suggestions” concept.

Here are some (small) samples of the work produced:

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I am really excited about this project, that actually was born out of a interesting conversation with some friends, about the “best sellers” of all bookstores full of “summer reading lists” that were composed (mostly) by chick-lit and self-help books.
Where is the good literature? I ask. Why choose “The Secret” or “The Secret of the Secret” over “The Island of Doctor Moreau” or Asimov’s “Foundation saga?
I have no idea.
And that’s what inspired us to do this interesting installation on the Mouraria – Galeria de Arte. That opens this thursday July 29th.

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Media Clipping Galore

Posted by Roberto Macedo Alves on Apr 28, 2008 in TV and Newspapers

Depois de algum tempo sem actualizar o blog, aqui estão as notícias mais recentes sobre a Exposição “DERRUBANDO A QUARTA PAREDE”, no Fórum Madeira:

Diário de Notícias (28 de Março):

Para ler a notícia completa, basta clicar aqui.

Diário Cidade (1 de Abril):

Para ler a notícia completa, basta clicaraqui.

Revista “SEXTA”, do Semanário Tribuna da Madeira – Capa:

Páginas 8 e 9:
Páginas 10 e 11:

Ou para ler as notícias completas, pode clicar aqui e aqui.

E por hoje é só. Fica assim este blog actualizado, e o da Livraria Sétima Dimensão, com as notícias sobre a chegada da Colleen Doran à Madeira.

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