Archive for November, 2009

Nov 27 2009

INAUGURA AMANHÃ (6ªfeira, dia 27) A EXPOSIÇÃO DE PINTURA (1991-2009) DE JOÃO ABEL MANTA…

… no Palácio Galveias, às 21:30h.

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DADOS BIOGRÁFICOS DE JOÃO ABEL MANTA
Nasceu em 1928.
Filho dos pintores Clementina Carneiro de Moura e Abel Manta, diplomou-se em Arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, em 1951.
Além da actividade como arquitecto, teve intervenção em projectos de integração de artes plásticas na arquitectura: painéis murais, azulejos, tapeçaria, pavimentos, etc. Essa actividade está representada em vários edifícios e espaços públicos.
Como artista gráfico, trabalhou em ilustração, cartazes, trademarks, design para jornais e revistas, filatelia, ilustração de crítica política e cultural, com três livros publicados em Portugal e um na Alemanha, além de estar representado em vários outros, sobre cartoonismo internacional.
Teve intervenção como director artístico (cenografia, etc.) numa dúzia de peças teatrais montadas em Portugal.
Como pintor, desde 1947 que participa em inúmeras exposições, colectivas e individuais.

Obteve vários prémios nacionais e estrangeiros: 1961, Prémio de Desenho na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian; 1965, Medalha de Prata na Exposição de Artes Gráficas de Leipzig; e 1975, Prémio de Ilustração na Exposição de Artes Gráficas de Leipzig.

Em Abril de 2008, o CNBDI-Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (Amadora) dedicou-lhe uma EXPOSIÇÃO DE HOMENAGEM – UM SABOR DE DESENHO.

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Foto de J.Machado-Dias (Agosto de 2005) para a entrevista de Clara Botelho, publicada no BDjornal #5, que teve por título “Agora pinto. Desvairadamente.”

Um pequeno excerto da entrevista publicada no BDjornal #5 (Setembro 2005)

“(…) Clara Botelho: O João continua a trabalhar.

João Abel Manta: Em arquitectura, não. Agora, pinto. Desvairadamente.

CB: E mostra, ou mostra pouco?

JAM: Eu não tenho um atelier assim para mostrar. Penso que a vista do ser humano não tem capacidade para abarcar uma coisa maior do que um A3. Eu, por exemplo, fico completamente perdido, se me põem uma tela com um metro por dois, não sou capaz de desenhar sobre a tela. Se desenho, depois quando vejo aquela tela numa exposição está tudo errado, se for uma coisa antropomórfica que tenha figuras humanas as pernas das senhores ficam pequenas…

Eu trabalho sempre na base de maquetes. Numa maquete um tipo vê. É um pouco como os livros de arte. Nos livros de arte é que se vê os erros dos pintores. Aparecem as coisas em pequeno e a gente diz: “O Matisse estendeu-se mesmo aqui, pá”. Ou “nesta bailarina do Degas, este desenho não está certo”. Portanto, na pintura eu tenho duas coisas: tenho uma prancheta onde resolvo os problemas na maquete e depois amplio essa maquete. Então, quando estou a pintar, estou num sítio ligeiramente reduzido, tenho um recuo de dois metros e meio, não tenho mais do que isso, mas sei que as coisas pelo menos estão no sítio.

Não tenho esta coisa que a maior parte dos artistas têm, que é pegar numa tela virgem no cavalete e zás, zás, zás, pintam logo três ou quatro por dia. Eu, não.

No outro dia estive a ler um tipo que fez um estudo sobre as coisas do Velasquez e há muito poucos desenhos do Velasquez. Há aquele desenho espantoso do cardeal, mas há muito poucos desenhos. Mas o tipo estudou e o Velasquez era como o Ingres: quando ia para o quadro tinha sempre estudos de desenho. Por isso é que a gente olha para uma coisa do Velasquez e aquilo está tudo certinho, as Niñas, aquilo está perfeitamente certo, se ele tivesse pintado directamente sobre aquela tela enorme que está no Prado, não tinha aquela certeza de composição.

De resto, também aconteceu isso com o Picasso. Uma vez vi uma exposição em Londres, chamava-se Os Picassos do Picasso, que eram todas as coisas que o Picasso guardava para si, que não vendia. E entre essas coisas estava uma montrazinha que chegava a ser comovente: eram quase bilhetezinhos de metro, uns postaizinhos pequeninos com os estudos todos que ele fez para as Demoiselles d’Avignon. A gente pensa que as Demoiselles d’Avignon é uma coisa feita numa noite, com uns copos, e o gajo pintou aquilo, mas não, é mentira. Tudo aquilo foi muito estudado. Como a própria Guernica, aliás. (…)”

Informação retirada do blog KUENTRO, do J. Machado-Dias, fonte valiosissima de informação sobre BD e artes! E eu tinha que colocar isto aqui, porque acho glorioso o trabalho pictórico do João Abel Manta!

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Nov 24 2009

Os 200 anos do pobre Félix Mendelssohn

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Quem se lembra do pobre Félix Mendelssohn?

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O nome pode parecer vagamente familiar, mas se pedirmos a alguém que indique uma das suas composições, provavelmente muitos não conseguirão dar uma resposta correcta. Mas a verdade é que ele foi o autor da famosa “Marcha Nupcial” – aquela que já ouvimos até à exaustão em casamentos, desfiles, filmes e telenovelas – em orquestrações diversas e arranjos variados mais ou menos massacrados ou coloridos – mas onde a melodia principal é sempre reconhecível.

E 2009 é o ano da celebração do 200º aniversário deste artista. Foi mais um dos aniversários “redondos” de 2009, porque este ano foi prolífico em datas especiais. Celebramos o 200º aniversário da morte de Haydn, o 250º aniversário da morte do Händel, o 350º aniversário do nascimento do Henry Purcell (1659-1695), o 300º aniversário do nascimento de Franz Xaver Richter (1709-1789), o 200º aniversário da morte do Johann Albrechtsberger (1736-1809), o 250º aniversário da morte de Carl Heinrich Graun (1703-1759) e o 150º aniversário da morte de Louis Spohr (1784-1859) – mas hoje, quero apontar o holofote na direcção do pobre (e por vezes injustiçado) Félix Mendelssohn.

Na lista dos nomes grandiosos da música erudita, Mendelssohn devia brilhar tão intensamente como alguns dos seus contemporâneos: Wagner, Liszt ou Berlioz. No entanto, a reputação do pobre homem parece nunca ter escapado das garras da máquina de propaganda nazi. Aliás, as suas desventuras são ainda anteriores ao Terceiro Reich, uma vez que começaram logo três anos depois de ter morrido, quando Wagner escreveu em 1850 o seu panfleto anti-judeu chamado “Das Judenthum in der Musik”, onde dizia que os judeus são incapazes de falar propriamente as linguagens europeias, sendo apenas um “fungar chiado, buzinado e rangido” incapaz de expressar verdadeira paixão, o que na opinião de Wagner impossibilitava a criação de verdadeira música.

Este movimento difamatório anti-Mendelssohn-e-anti-judeus-na-música-alemã duraria mais de um século, atingindo o seu clímax na altura do Terceiro Reich, quando as obras de Félix foram banidas. Na década de 1930, a música de Mendelssohn não podia ser executada (ou sequer ouvida) pelos sensíveis e refinados ouvidos arianos. Nada de fungadas, chiadas ou rangidas! Os compositores de mérito tinham que ser encarnações do espírito ariano. Johann Sebastian Bach é que era bom! O mais Alemão dos Arianos! O mais Ariano dos Alemães!

Mas curiosamente, se não fosse por Mendelssohn, Bach não poderia ter sido aclamado pelos nazis. Por que razão?

Quem estiver interessado em saber, pode ler o resto do artigo no Portal Paralelo 33.

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Nov 23 2009

CONVITE :: XV Semana Cultural da Ilha

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CONVITE

A Casa do Povo da Ilha levará a efeito entre os dias 22 a 29 de Novembro, a XV Semana Cultural da Ilha. Este é um evento que marca a agenda cultural regional e reúne sinergias em torno da reflexão e da abordagem cultural nas mais variadas formas de expressão. A XV Semana Cultural da Ilha, terá como tema de fundo “Gerir Talentos, Gerir Oportunidades”. A temática escolhida compreende entre outros, os seguintes objectivos: reflectir sobre a existência de talentos e oportunidades culturais e reflectir sobre modelos de gestão de Talentos e oportunidades na Região.

CARTAZ-SMC

Assim sendo, a Casa do Povo da Ilha, tem o privilégio de convidar Vª Ex.ª a participar nesta iniciativa, conforme programa em anexo.

XIV-SMC-PROGRAMA

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Nov 05 2009

Remember, remember…

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This post is dedicated with warm affection to David Lloyd and Alan Moore!

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