Archive for the 'Blast from the Past' Category

Apr 02 2010

1 de Abril, 1987

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Hoje, iniciamos o Tríduo Pascal. Exactamente 23 anos atrás, eu estava a tirar da caixa o meu primeiro computador – um Macintosh SE novinho (que tinha custado uma pequena fortuna), oferta dos meus pais, que cederam aos meus veementes argumentos que defendiam que os computadores eram “o futuro” . Na altura, eu já tinha lido a FOUNDATION SAGA do Isaac Asimov umas três vezes e para mim, aquela pequena máquina era uma materialização das infinitas potencialidades de futuro imaginadas pelo meu influenciável cérebro.


MAC-SE

Embora os actuais iMacs sejam uma jóia do design, para mim o Mac SE continua a ser um dos computadores mais bonitos que já se fizeram. Tenho-o ainda em casa, como peça de decoração, ao lado do iMac G3, o segundo computador mais bonito que já se fez.

Fotografia 661.jpg

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Jun 24 2009

Blast from the Past: Beyond Dark Castle

From 1987 to 1990 I spent countless hours playing a Macintosh game called “Beyond Dark Castle” – suddenly, browsing the internet, I found out a video excerpt, that brought very vivid memories:

Even if I spent years playing that thing, I never got to see the “mysterious” ending animation. The protagonist of the game was a Prince Duncan, who went on his quest to defeat the Black Knight who lived in the Dark Castle. When we finished the game in the “beginner” difficulty level, we got transported to the second level, “intermediate” and after finishing that, to the third difficulty level, “advanced”. I knew that when we get to finish the “advanced” level, we could see a “hidden animation” that took me FOREVER to finally arrive! Here is the ending animation:

Ah, good old times. When I see stuff like that I realize how old I really am!

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Oct 04 2008

Back in 1990… what were you doing?

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Yesterday, I was rereading the Fantastic Four written and drawn by Walt Simonson, when I saw among the story pages a movie ad that just rekindled many memories. Suddenly, I remember a lot of the things I was reading / listening / watching during that year.

First, the Walter Simonson Fantastic Four, still printed on that nice, smelly, cheap newsprint. It didn’t have the allure of the John Byrne era, but it had a fantastic sense of wonder I haven’t felt since that era. And I wouldn’t feel that again until the Waid/Wieringo era.

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So, we had the Fantastic Four traveling through time and visiting alternative realities – and fighting Josef Stalin, that was still alive (!) and riding a gigantic transformer-like robot. And lots of ads for crappy video games with lots of platforms! Yay! Wrath of the Black Manta.

In 1990 I was really (eagerly!) expecting the Dick Tracy movie, with Warren Beatty and Madonna. I was expecting a fantastic, witty, intelligent and exciting story, like the comic strip that Max Allan Collins was writing at the time. It was such a powerful comic work that I was eagerly waiting (and collecting) the sunday pages with the Dick Tracy stories. There were many stories from the Collins era (with memorable foes like Putty Puss, Haf and Haf, the return of Pruneface)… but what I really remeber from 1990 was the “nightmare machine” story:

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In 1990, I discovered Sergei Rachmaninoff, with the Preludes (op 32), played by Lilya Zilberstein. But I never bought any other CD with a recording by her. Actually, I don’t remember if I heard about her at all, but I loved the subtlety of the fingerplay.

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Among many things I remember from 1990, I was reading reprints of the 1960s and 1970s Spider-Man work from Stan Lee and John Romita, reprinted in the portuguese comic “A teia do Aranha” (the Spider’s Web). I was also reading the portuguese edition of the “Complete Robot” by Isaac Asimov, with the unforgettable robot stories with robopsichologist Susan Calvin.

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So many nice memories from 1990. Nice, fun days. And you, dear reader. What were you doing in 1990?

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Feb 27 2008

Remembrance of Drawings Past

From my first participation on the 24-HOUR-COMICS-DAY: The Tragic and Sad History of Pope Innocent VIII

(slightly based on stuff I read all over regarding the predecessor of Rodrigo Borgia)

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Aug 03 2007

E desenhos? Não há desenhos? Mais um BLAST FROM THE PAST de 1989 ou 1990

Bom, até agora tem sido farras polissilábicas, divagações, fotos do sobrinho… mas a ideia inicial era colocar um desenho por dia ou assim. Por isso, aqui vai mais um desenho: um BLAST FROM THE PAST, da altura em que eu li a trilogia original da Fundação, do Isaac Asimov. Penso que deve ter sido em 1989 ou 1990 (não me lembrei de apontar a data no livro na altura que o li).

Se não estou em erro, este desenho retrata Ebling Mis a ser executado por Bayta Darell – quando ia revelar onde se encontrava a Segunda Fundação. A história é um pouco longa de recapitular, mas para isso vou contar com a ajuda da wikipedia: “Toran and Bayta Darell are fictional characters in Isaac Asimov’s The Foundation Series of stories and novels. Toran was born on Haven and marries Bayta, who was born on Terminus and is thus a true Foundationer as well as a descendant of Hober Mallow.
Toran is depicted as a rather weak character, whilst Bayta turns out to be one of the heroines. When Terminus falls to the Mule’s forces, they flee via Haven with Ebling Mis to Trantor, where Ebling Mis tries to find the location of the Second Foundation in order to warn them of the Mule’s power. Bayta, however, realises [who is] the Mule and kills Ebling Mis, just before he can reveal the location of the Second Foundation.

É precisamente essa cena que foi representada no BLAST FROM THE PAST de hoje:

Anos depois, soube que Toran Darell é baseado no próprio Asimov, e que Bayta Darell foi inspirada em Gertrude, a sua primeira esposa. Se tivesse sabido isso na altura em que os desenhei, provavelmente não os teria feito com este aspecto – ou tendo em conta a grande influencia de John Romita e Gil Kane talvez não tivessem saído muito diferentes (parece que todos os desenhos que fazia nessa época eram todos clones uns dos outros…)

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Jul 06 2007

Blast from the Past: X-Men 50

Como ando numa onda de nostalgia – hoje ficam dois desenhos a lápis, da famosa BD do concurso X-Men 50. Aquele marco histórico da minha vida, que deu início a tudo: sétima dimensão, exposições, oculus animi index, etc…

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Jul 06 2007

Blast from the Past: 1979 (ou 1980)

Encontrei por acaso num livro de receitas da minha mãe. É um desenho antigo. Mas antigo antigo. Antigo antigo antigo tão antigo que penso que deve ser de 1979 ou 1980. Acho que é o meu desenho mais antigo que ainda existe

E é tudo por hoje, que o dia foi longo e estou cansado. Boa noite.

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Jul 04 2007

Venom Osborn

Hoje, por uma questão de nostalgia, voltei a buscar coisas do arquivo.

Desta vez, 1992, a minha primeira tentativa de fazer uma história com heróis da Marvel. Temos o Uniforme Negro do Homem-Aranha, o Simbionte que se junta a Norman Osborn e o Harry Osborn que nesta história era a verdadeira identidade do Hobgoblin. Nesta história temos o Venom Osborn (tem piada, que eu “revivi” o Norman Osborn 10 anos antes do que a Marvel, que já tinha feito algo parecido no fim da saga do Clone). Para quem não conhece a saga do clone, tem o início de uma versão traduzida aqui.

No entanto, tem piada ver que esta página é praticamente só swipes. Vejo aqui swipes do John Romita, do Mark Bagley, do Sal Buscema, do Todd McFarlane, do Ron Frenz. Bem dizia o Wally Wood

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Jul 03 2007

Bel Riose Redux

Depois de ter ido ver os desenhos que estavam no arquivo de 1991, achei piada ver as diferenças entre o estilo de 16 anos atrás e a técnica de desenho actual – por isso, só pelo gozo, decidi desenhar o Bel Riose novamente, e compará-lo com algo que eu fiz quando tinha 15 anos. Assim, este é outro desenho do Bel Riose retirado do arquivo (também de 1991):

Agora, de seguida, está o mesmo Bel Riose, se eu hoje fosse fazer a grandiosa adaptação da saga da Fundação, que eu tinha sonhado na altura. Com os anos de experiência surgiu mais dramatismo na pose, e ver que um militar do futuro provavelmente usaria uma armadura e não um pijaminha e uma capa (embora possa reconhecer claramente a influência que John Romita e Gil Kane e STAR TREK tiveram na minha imaginação de miúdo de 15 anos…):

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Jul 02 2007

Isaac Asimov

Hoje, quando estava a procura do desenho para colocar no blog (tinha decidido que seria algo antigo, do fundo do armário) – encontrei alguns dos meus esboços para uma “grandiosa adaptação” da trilogia original da FUNDAÇÃO, do Isaac Asimov, o que trouxe muitas e agradáveis memórias sobre este autor.

Na altura (tinha eu uns 15 anos) era já um ávido leitor, embora curiosamente me restringisse a literatura anglo-saxónica do século XIX (Robert Louis Stevenson, Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle, Oscar Wilde…) de modo que até agora, a minha leitura estava sempre bem assente no passado e marcada por carruagens, luz de gás e essas coisas. Até que me ofereceram o primeiro volume da FUNDAÇÃO. Foi curioso saltar do Século XIX para o ano 12.068 GE (doze mil e sessenta e oito!) do Império Galáctico (só para ter uma ideia da distância temporal… imaginem que a humanidade domina as viagens espaciais, conquista a galáxia inteira, organiza-se e finalmente funda um Império, que já vai no ano doze mil… a humanidade já nem se lembra qual é o seu planeta de origem).

A partir desse livro, fiquei grande fã do Asimov. Passei a comprar tudo o que encontrasse dele. E parecia que as obras dele nunca mais acabavam (depois iria descobrir que escreveu quase 500) – e foi com grande alegria que uma vez no DN descobri uma crítica de livros, que falava curiosamente dos livros dele (é engraçado ver agora que anos depois, acabaria por conhecer o autor do texto e trocarmos frequentemente opiniões sobre livros, óperas, arte e música).

(se alguém quiser ler o texto completo, pode fazer clique AQUI)

Na altura, foi uma grande alegria saber que alguém mais conhecia o Asimov (normalmente, a resposta que obtinha nas livrarias era “ISAquem?” quando eu perguntava por livros dele) – fez-me sentir menos “nerd”, naqueles tempos difíceis da adolescência. Entretanto, foram justamente os relatos de Asimov sobre computadores (como o MULTIVAC) e Robots que despertaram o meu interesse pela Tecnologia e pela Informática, abrindo as portas da minha imaginação para o potencial quase ilimitado da tecnologia em desenvolvimento (provavelmente Asimov foi o responsável por ter ido estudar Engenharia Informática). Guardei justamente no livro que tinha o primeiro conto que li sobre o MULTIVAC (“a última pergunta”) o obituário do Asimov, que descobri acidentalmente quando estava a ler o diário, enquanto lanchava, no dia 7 de Abril de 1991.

Foi estranho, porque nessa altura vi que até esse momento, tinha estado a ler um autor “vivo” (a diferença do Poe, Stevenson, Conan Doyle, etc) – e que até lhe poderia ter escrito (não para ter uma resposta, mas apenas para que um autor que eu admirava soubesse que eu existia e qual a minha opinião da sua obra) – foi por acaso depois dessa altura que decidi começar a contactar os autores que admiro e dizer-lhes o que acho do seu trabalho… esse hábito ainda não foi perdido, por acaso… basta perguntar ao Palahniuk, ao Easton Ellis, ao Neil Gaiman ou ao Craig Russell.

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